Agende uma Consulta

Agende sua consulta e tenha um suporte focado na saúde da criança e no bem-estar da família. Um espaço de clareza e sem julgamentos, onde ofereço acolhimento, leveza e segurança.

Eu dizia que nunca faria pediatria… até a vida me mostrar o contrário

Quando entrei na faculdade de medicina, eu dizia com bastante convicção que não faria pediatria. A vida, porém, adora nos surpreender.

A minha certeza começou a mudar durante o internato — os dois últimos anos da faculdade — quando passamos por diferentes estágios clínicos. Foi ali que comecei a ter contato mais profundo com a pediatria e percebi algo curioso: mesmo nos dias difíceis, eu não sofria para ir trabalhar e para quem já passou por um internato sabe o quanto isso diz muito.

Criança é sempre criança

Durante meu estágio na enfermaria de pediatria do Instituto da Criança da USP, uma coisa começou a me chamar muita atenção: mesmo doentes, crianças continuam sendo crianças.

Elas querem brincar.

Querem conversar.

Querem ouvir histórias.

Uma vez, em um plantão, uma criança me chamou de “mediquinha”. Em um outro momento, um pequeno paciente chamava um dispositivo médico de “Totó”, como se fosse seu cachorrinho. Nesses pequenos momentos, tão espontâneos, entendi algo muito bonito sobre a pediatria: a leveza da infância permanece ali, mesmo nos momentos difíceis.

O medo dos recém-nascidos

Curiosamente, havia um grupo de pacientes que me deixava um pouco insegura: os recém-nascidos. Eu tinha medo de examiná-los, os achava frágeis demais. Tinha aquela sensação de que eles poderiam “quebrar” na minha mão, mas tudo mudou quando fiz meu estágio em neonatologia.

Na neonatologia me encantei com um universo completamente novo: os bebês prematuros. Pequenos, delicados, mas ao mesmo tempo incrivelmente fortes e resilientes. Comecei a observar bem de perto, o quanto cada cuidado faz diferença e o quanto aqueles primeiros minutos de vida podem ser decisivos.

Ao entender que cada cuidado faz diferença para a vida do bebê, compreendi que meu papel era também acolher o que nasce com ele. Afinal, no nascimento, não nasce apenas um bebê: nasce também uma nova família. Estar presente nesse momento, apoiando esse início de vida e o renascimento dos pais, tornou-se uma parte muito especial da minha trajetória.

O privilégio de acompanhar o crescimento

Desde essa auto-descoberta, sigo encantada com a pediatria por um motivo muito simples: acompanhar o desenvolvimento humano me torna um ser humano melhor.

 

Ver uma criança aprender a falar, dar os primeiros passos, criar suas próprias ideias e vontades é algo muito bonito de acompanhar e quando falamos de crianças que enfrentaram desafios indescritíveis logo no início da vida — como os bebês prematuros — esse processo se torna ainda mais emocionante.

A superação dessas crianças e de suas famílias é algo que realmente toca a gente e que eu sintetizo com uma frase que gosto muito:

“Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida. É bonita e é bonita.”

admin

admin